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No Dia da Consciência Negra, Barroso lança clipe sobre pluralidade cultural

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No Dia da Consciência Negra, Barroso lança clipe sobre pluralidade cultural

The Big Bang Theory e Coisas Mais é um verdadeiro manifesto pela vida: Eu vim do mesmo lugar que você. Eu tenho raça, nome, não me chamo “nego”, diz o trecho da canção que Barroso lança nessa quarta-feira, com clipe dirigido por Alois Di Leo. O artista defende que respeitar a existência é fundamental e o enfrentamento do dia da Consciência Negra é para manter a memória do que é ser negro e da luta cotidiana por resistência e existência das minorias do país. “As pessoas têm o costume de não pensar naquilo que não as atinge. É preciso respeitar para ser respeitado. E pra se ter igualdade, é preciso justiça”, diz Barroso.

A inspiração para o clipe é justamente a pluralidade cultural, fator que sempre esteve muito presente na bagagem artística de Barroso. O cenário da gravação foi uma escola, com elementos de dança e animação como as principais expressões culturais do roteiro. “A diversidade de pessoas foi o ponto de partida para criar toda a história. Eu quis explorar esse mundo multicultural que o Barroso habita, a essência do seu universo e os questionamentos sobre o ser humano”, conta o diretor Alois Di Leo. Mais de 2.500 desenhos e pinturas foram feitos à mão pelos profissionais do clipe, com frames que foram incluídos no vídeo como forma de interação com as imagens, de maneira a transmitir ainda mais a pluralidade dos participantes.

Confira:

O primeiro curta-metragem de Alois, The Boy Who Wanted to Be a Lion, foi exibido em mais de 70 festivais em todo o mundo, incluindo Cannes Critique. Seu segundo curta-metragem, Caminho dos Gigantes, estreou em 2016 no prestigiado Festival Internacional de Cinema de Animação Annecy, além de ter sido classificado para o Oscar. Para o clipe, Barroso trouxe a ideia inicial de quebrar os paradigmas do ambiente escolar e o diretor Alois trabalhou a letra da música e as emoções por meio da dança, ressaltando a força artística que cada um trouxe para dentro do vídeo.

Foto: Divulgação

 

Com seu estilo alternativo e sua mistura contemporânea de elementos da Música Brasileira, Rock e Black Music, Barroso teve como grande inspiração por trás da canção a peça Oração Para Um Pé de Chinelo, de Plínio Marcos, que traz o retrato dos excluídos pela sociedade e o repúdio do poder em relação a esse panorama. O cantor trouxe para sua carreira musical o tom interpretativo e de provocação social, cada vez mais importante na sociedade atual.

Atualmente, Barroso está no elenco de Aruanas, série original da Globo e Maria Farinha Filmes, que traz Débora Falabella, Leandra Leal, Taís Araújo e Thaina Duarte como protagonistas. Além disso, o artista acaba de gravar o novo longa-metragem da Disney, Vale Night, do cineasta Luís Pinheiro, com produção da Querosene Filmes.

Sobre Barroso

Para o seu primeiro álbum, Barroso trocou livros por histórias ouvidas pelos moradores e passantes do Fluxo, no bairro da Luz, apelidado de Cracolândia: o que é o amor? O que é a liberdade? Os sonhos ali vistos se tornaram inspiração para as músicas do álbum Vendo Sonhos, que fala sobre marginalidades, cotidiano, questionamentos existenciais, amor, machismo, xenofobia e misoginia. A visão de Barroso é potencializada por sua sensibilidade como ator, músico de rua e indivíduo, que transformam o álbum Vendo Sonhos em uma grande narrativa, levando tom poético e bem-humorado para suas canções.

Vendo Sonhos será lançado com 13 faixas divididas em quatro atos que traçam um caminho distópico passando pela origem das coisas e pelas palavras amar, coragem e sabedoria. O álbum terá participação de sua mãe, Lone Barroso, suas avós, além de Sarah Roston, Saullo, SóCIRO, Andô, Ashira, Leyllah Diva Black, Malú Lomando, Victoria Saavedra, entre outros artistas que somaram nos coros e clipes que serão lançados. Barroso conta que trouxe para o disco os valores que aprendeu com a família e ao observar pessoas nas ruas com o objetivo de encontrar um ponto de união entre todos os indivíduos. “Eu quero falar para todas as pessoas. Não é sobre mim, não é sobre um núcleo específico de pessoas, é sobre nós”, explica Barroso. Cada música de Vendo Sonhos tem uma referência diferente, que vai de Led Zeppelin e Beatles até Sabotage, Tom Zé, Liniker e Baiana System. Além disso, uma das maiores influências literárias do álbum é o poema “Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto.

  Barroso é cantor, compositor e ator. Estudou na Escola Superior de Artes Célia Helena e na Faculdade e Conservatório Souza Lima e teve seu primeiro contato com a música por meio de suas raízes familiares, quando seu avô ensinava os primeiros acordes de violão na periferia de São Paulo, onde nasceu e cresceu até os seus 23 anos. Mesmo no teatro, a música sempre esteve presente em tudo o que fez. Seu principal objetivo com suas canções é dar corpo, voz e força para tudo aquilo que é marginalizado pela sociedade, trazendo ao palco temas universais e de seu próprio universo. “Barroso Eus” conversa com o plural do indivíduo e a origem da palavra “Deus”, do latim, como uma força universal e abrangente, presente em tudo e todxs. “A pluralidade do indivíduo, sua divindade e desconstrução. É sobre nós”. Assim ele se define na música. Sua carreira musical profissional começou de fato em 2017 com o lançamento do EP Acústico “Enclausurado”. Ainda em 2018, foi convidado para o “Projeto Margem”- Edital VAI (SP) por onde gravou um clipe acústico de sua música “Não Tenho Medo de Terra”, lançado em fevereiro de 2019 no canal do projeto, no YouTube.

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