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Muito empoderamento! Segunda temporada da série “Magenta” é produzida inteiramente por mulheres

Foto: Divulgação

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Muito empoderamento! Segunda temporada da série “Magenta” é produzida inteiramente por mulheres

Quem comanda o set das gravações da segunda temporada de “Magenta” é uma equipe técnica composta por 11 mulheres que trabalham na garra e na força para a realização do projeto idealizado pela produtora de audiovisual independente, Linha Produções. Além da produção, nove atrizes também completam o time.

Vivendo ainda em um mundo machista e preconceituoso em tipo da equipe que algumas pessoas ainda não se acostumaram com a mulher independente, uma produção audiovisual totalmente produzida por mãos femininas é um diferencial no ramo. Diretora, assistente de direção, operadoras de câmera e áudios, diretora de arte, figurinistas, maquiadoras. Estes são os diferentes papéis ocupados pelas profissionais envolvidas na produção de Magenta.

A primeira temporada de Magenta, que alcançou mais de 1 milhão de visualizações nos episódios, também foi inteiramente produzida por mulheres em 2018.

Gravações da segunda temporada de “Magenta” (Foto: Divulgação)

As gravações desta nova fase estão sendo realizadas em diversas locações do Rio de Janeiro e com grande tempo de duração. O deslocamento com os equipamentos pesados é realizado pela própria equipe em meio de transportes públicos. Isso demonstra a força feminina e quebra padrões impostos pela sociedade quanto ao lugar da mulher.

A proprietária da Linha Produções, Thaiane Soares comenta sobre o assunto. “Acho que as mulheres estão cada vez mais dominando o mercado do audiovisual, ganhado o seu espaço e mostrando que mulher nunca foi o sexo frágil e o quanto as mulheres unidas são mais fortes, mesmo com as barreiras da falta de estrutura financeira nós estamos unidas e muito firmes para dar o nosso melhor na produção”, afirma.

A atriz Maria Clara Rolim, atriz de um dos projetos da produtora e que completou o time da equipe técnica de “Magenta 2”, acredita que o cenário ainda deixa muito a desejar quando se trata da força feminina no audiovisual. “Vemos pouco protagonismo feminino nas produções, são poucas mulheres na liderança e nós estamos aqui para mudar isso! Queremos dar voz para as mulheres, para que nosso olhar, nossas ideias sejam propagadas. Queremos dar força para a visão feminina no audiovisual como um todo e não só no cenário independente”, conta

A Linha Produções busca manter a representatividade feminina nas produções. Em Magenta 2 essa definição das profissionais foi uma das prioridades da produtora de conteúdo. “Eu acho que nós mulheres temos que nos unir sempre, o mercado do audiovisual já tem muita representatividade masculina. Então, nas minhas produções eu busco, em primeiro lugar, somente mulheres, caso não consiga por falta de recursos financeiros, a gente parte para abrir mais o leque, mas é sim uma preocupação e uma prioridade ter uma equipe toda feminina”, conta Thaiane Soares.

Contribuindo para a mudança nos padrões antigos impostos pela sociedade quanto à dependência da mulher, a permanência da figura feminina no mercado de produção audiovisual tem crescido. “Toda essa composição feminina cria um cenário de acolhimento muito grande, um ambiente confortável e aberto para a criação! Acho importante essa formação feminina para fortalecermos umas as outras no mercado de trabalho, mulheres em defesa de mulheres em busca de espaços no mercado de trabalho que ainda é muito masculino. É uma forma de inserir a força feminina no mercado de trabalho que é tão machista”, completa Maria Clara.

Sobre Magenta

“Magenta” é uma websérie de representatividade LGBTQ+ que passeia pelos gêneros cinematográficos, como o drama e o romance, abordando uma história que oferece ao público uma forma de identificação com as personagens.

Após seis anos de relacionamento, Nina, interpretada pela atriz Giul Abreu e Manuela, personagem da atriz Priscila Buiar, são surpreendidas por uma terceira pessoa em suas vidas, a personagem Raphaela, interpretada por Rebeca Figueiredo. Raphaela chega para balançar as estruturas das conexões de almas de Nina e Manu. A linha tênue entre o atual e o novo, o somar e o dividir, pode confundir o verdadeiro significado das cores habitam dentro delas.

O roteiro da série foi escrito pela proprietária da Linha Produções, a roteirista e também diretora desta produção, Thaiane Soares. Com estréia em dezembro de 2018, a primeira temporada da trama possui um total de dez episódios e alcançou mais de 1 milhão visualizações totais. Nas duas temporadas a produtora contou com a ajuda da empresa Colabora Produções, também do ramo de audiovisual da cidade do Rio de Janeiro.

A narrativa base da primeira temporada permanece como o fio condutor nesta segunda temporada. Porém, a estrutura dramatúrgica e a logística da série serão um pouco maior. A história deixa de ter apenas duas locações para ganhar mais espaços no Rio de Janeiro. O triângulo protagonista Nina, Manu e Raphaela, ganha o apoio de novos seis personagens para que a história se torne ainda mais instigante.

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