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ENTREVISTA | WCnoBEAT fala sobre novos projetos, Lollapalooza e movimento trap/funk

Foto: Reprodução/ Instagram

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ENTREVISTA | WCnoBEAT fala sobre novos projetos, Lollapalooza e movimento trap/funk

Um dos pioneiros no movimento trap/funk, o WCnoBEAT é referência quando o assunto é a nova tendência musical do país.

Dono de vários hits, o beatmaker explodiu no mainstream em 2018 com o álbum viral “18k”. Foi com este disco que que a rixa de anos, entre o rap e o funk, deu uma trégua de vez. A união dos estilos já vinha acontecendo nos bastidores, mas de forma tímida… Na linha de frente desse movimento, o hit viral “Meu Mundo”, que conta com a colaboração do MC Cabelinho, PK, MC Hariel e Orochi já acumula 100 milhões de visualizações no YouTube.

Não por isso…WCnoBEAT possui mais de 1,4 milhão de ouvintes mensais no Spotify, o que o colocam direto entre os maiores artistas nacionais na plataforma. Batemos um papo com o produtor, e ele nos falou sobre novos projetos, seu show no Lollapalooza 2020 e suas referências.

Em um dos seus primeiros trabalhos, tiveram várias parcerias com artistas do rap e do funk , tem algo inusitado nesse próximo disco, algum artista de outro segmento?

Nesse disco eu quero trazer algo diferente. Estou fazendo uma mistura inusitada, além do funk e do rap. Tô trazendo gente do pagode e sertanejo, para desmistificar o trap/funk. Mostrar que o estilo também é popular e mostrar isso para outros artistas e grande público.

Como lida com a responsabilidade de ser influência para outros artistas, jovens como você, que ainda estão começando e buscando espaço na música?

Eu sinto uma responsabilidade de criar minha música da melhor forma para as pessoas curtirem. Se isso influencia ou não depende muito do público, porque o que me move mais é o público. Se eu vejo que o som está realmente influenciando, tudo também influencia automaticamente. Na forma de você agradar o público, no carisma… Meu maior desafio é chegar não só nas pessoas que curtem e se espelham no meu som, quero chegar nas pessoas que não curtem ou que nunca ouviram falar do meu trabalho. Essa é minha missão.

Sobre o Festival Lollapalooza o que podemos esperar da sua apresentação? Preparando surpresas?

Vêm muitas novidades! Assim como o Lolla, as atrações que vêm comigo é um parada muito nova! Só em si o projeto é muito novo. Eu tô muito feliz com isso, e o resultado vai ser diferente de tudo que o festival já presenciou. O trap e o funk juntos em um evento grande como o Lolla, você não vê todos os dias no Brasil. É uma oportunidade única.

A experiência do Lollapalooza, será um grande acontecimento pra sua carreira, como tem encarado isso? Ansioso?

Eu creio que nessa altura do campeonato eu não posso ter mais emoção nem ansiedade. Eu cheguei em um patamar grande e era isso que eu queria. Ninguém colocou uma arma na minha cabeça e me forçou. Eu quis isso! Cheguei com minhas pernas, sem emoção, sem ansiedade, sem pisar em ningém. Apenas fazendo meu som. Eu acredito que será um grande espetáculo.

Dentre tantos artistas que você já colaborou na música, ainda tem aquela parceria dos sonhos? Quem seria?

Têm! Na gringa por exemplo têm muitos pessoas que eu gostaria de produzir. Do rap mainstream, claro! Acredito que eu chego lá! Até porque o trap/funk começou uma parada muito nova e eles tão propícios a curtir, graças a outros artistas que foram lá e mostraram o som. Acredito que o trap/funk é a tendência de 2020, todo mundo está fazendo. Acredito que logo menos chega nos gringos e eu estarei produzindo alguém de lá, como já já produzi na América Latina. Mas acredito que logo logo artistas dos Estados Unidos e Europa venham a fazer feats.

O Rap e o Funk já tiveram suas divergências, era muito difícil ver uma colaboração entre os gêneros. Como você enxerga hoje o movimento, essa “rivalidade” acabou ou ainda rola?

O movimento do rap/funk hoje está totalmente aberto. Total passe livre sem catraca! Sabe?! Você do rap pode chegar e fazer um funk e vice-versa. Você tem exemplos disso. Essa parada de abrir a porta para os dois gêneros fez os artistas e produtores enxergarem que esse era o caminho. Sem se estranharem, e isso apenas ampliaram os resultados. Eu fico muito feliz de ter feito parte dessa história. Daqui a 15/ 20 anos as pessoas que conhecem minha história vão falar sobre isso.

Quando você pensa em sucesso na música, que artista ou outro profissional lhe vem à cabeça? E o que essa pessoa tem que você mais admira?

Primeiro… não é uma ignorância minha, tá?! Eu me admiro antes de qualquer outro artista. Se não depender de mim, ninguém vai lá fazer por mim. Eu mesmo, crescer dentro do meu trabalho, faz com que outras pessoas também curtam meu som. Não que eu não admire outros, não é isso… eu tô no mesmo barco que todo mundo e admiro várias pessoas. Mas eu me admiro antes dos outros, meu trabalho, meu som, minha imagem. Eu me admirando, acredito que outras pessoas que me curtem vão colar e fazer uma parada maneira. Essa é minha história.

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