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DEMASIADO | Nossa coluna dedicada inteiramente ao universo da M-O-D-A!

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DEMASIADO | Nossa coluna dedicada inteiramente ao universo da M-O-D-A!

Estreia da coluna Demasiado aqui no POPMais, dedicada inteiramente e exclusivamente ao universo da Moda. E sim, falaremos sobre tudo: tapetes vermelhos, coleções, campanhas, modelos, estilistas, ícones da moda, os altos e baixos desta indústria bilionária – logo avisando que os baixos são baixos mesmo, nível bainha das saias de
Christian Dior na década de 40. Poucas arestas serão aparadas. Não importa se a pauta vem das ruas, das passarelas ou da enfadonha ganância das grandes varejistas em empurrar tendências não orgânicas.

Vem com a gente, porque tudo aqui é em demasia!

Nem bem começamos 2019 e já tivemos, em janeiro, a semana de alta-costura primavera/verão com dedo no chiffon e gritaria. Não vejo coleções excitantes há muito tempo na alta-costura, mas o ano começou impactando de maneira extremamente positiva. Paris estava radiante, queimando. Vem ver o fogo no parquinho.

Aplausos, mais aplausos… Eu mandei aplaudir!

Chanel é sempre aquela coisa… Desfile com cenografias extremamente bem elaboradas e grandiosas no Grand Palais, e aquela roupinha de vovó perua que a gente adora. Nessa temporada, a Chanel nos convida para o seu jardim mediterrâneo – com piscininha, amor, ótimo pra gente namorar – inspirada fortemente pelo século XVIII.

O terninho de tweed, assinatura na marca foi apresentado com um contraste bem interessante: algo borrado entre a época vitoriana e rebeldia do movimento punk, que já apareceu inclusive nas coleções da Maison de outrora. A delicadeza de materiais como chiffon, renda, organza, até flores secas embebidas com resina estavam presentes no
acabamento. Já o cabelo cientista maluco Beakman complementa a maquiagem forte.Olhos esfumados e lábios vermelhos marcaram a beleza da Chanel nesta temporada.

Ah, ninguém deu a mínima, mas não posso deixar de comentar que amei as botinhas de cano bem baixinho, desnudando completamente o calcanhar da coleção que veio pra dar aquela modernizada.

 

A ausência do diretor criativo e estilista Karl Lagerfeld que costuma sempre aparecer ao final dos desfiles foi super sentida pela imprensa. De uma coisa sabemos, o vovô não estava bem. Lagerfeld com os seus imponentes 85 aninhos declarou sentir-se cansado. Quem botou a cara no Sol foi a mana Virginie Viard, diretora de estilo da Chanel e apontada como sua sucessora.

A grande surpresa do desfile foi, sem dúvidas o vestido de noiva. A modelo Vittoria Ceretti desfilou com um collant engana-mamãe pomposo, adornado com touca e véu.

Solta a taba, Sara bicha.

Vocês viram o sururu causado pela irreverente dupla holandesa Viktor & Rolf? O desfile foi tão impactante que repercutiu muitíssimo na mídia. A coleção apresentou vestidos geométricos beeeem grandes, volumosos e estampas com frases irônicas como “Desculpe, estou atrasada. Eu não quis vir”, “Sem fotos, por favor”, “Eu sou minha
própria musa”, e “Eu não sou tímida, apenas não gosto de você” em livre tradução.

A ironia desse desfile entrou em uma brisa maravilhosa. Por falar em brisa, entrou na brincadeira até uma estampa da folha de Cannabis em um dos vestidos escrito Amsterdam. Lembrando as trans finíssimas fumando maconha, que o consumo da erva é legalizada e regulamentada na cidade. A dupla usou e abusou das frases de efeito,
imprimindo ironia com muita criatividade e humor. A quem possa interessar, vimos muito tule, tule ao quadrado, tule em demasia e uma cartela de cores que poupava a vista de qualquer discrição.

Florais para primavera? Revolucionário!

A frase imortalizada pelo personagem de Meryl Streep em “O Diabo Veste Prada” não poderia ser mais apropriada para descrever o que foi o desfile da Maison Valentino nessa temporada. Entre os convidados ilustres que ocuparam a invejada primeira fila estavam a cineasta Sofia Coppola, o ator indicado ao Oscar 2019 de Melhor Ator, Rami Malek, e a chorosa cantora Celine Dion. O diretor criativo da Maison, Pierpaolo Piccioli, fez uma coleção monumental. Alguns vestidos chegam a utilizar 230 metros de tecido. Vimos flores nas aplicações, nos bordados, nas estampas e até na maquiagem assinada pela extremamente lendária Pat McGrath. Mas não parou por aí, tinha muita melanina nesse desfile primaveril em pleno inverno parisiense.

O destaque ficou para o elenco de modelos negras que fizeram a narrativa dessa coleção mais inclusiva e
diversa. Supermodelos e deusas do ébano como Alek Wek, Liya Kebede e Naomi Campbell desabrocharam na passarela. Emocionante!

 

Pele fede!

Foto: Belfast Telegraph Digital

Se tem blogueirinha por aí pedindo desculpas por ter usado casaco de pele, não sem antes ter recebido aquele esculacho por parte dos internautas – fico pensando, casaco de pele no Brasil, nena? Você só pode estar louca, minha filha – na mesma maré tem a Semana de Moda Londrina que baniu de vez o uso de peles. Tal medida também foi
adotada por grifes de renome como Versace, Michael Kors, Maison Margiela e Gucci. 

Sim, não estão fazendo menos do que a obrigação e antes tarde do que nunca, né? Aqui não vai ter Veja X-14 pra passagem de pano. Fica aqui a reflexão de que mesmo que a tomada de decisão seja tardia, precisamos repensar o uso das matérias primas e abolir de vez práticas tão cruéis e desnecessárias como o uso de peles. Temos de congratular também os anos de ativismo que incansavelmente pressionaram os grandes impérios da
Indústria para que isso não só fosse reprovável como possível.

Kali hermosa

Se pudéssemos apostar nossas fichas em um novo ícone fashion, esse seria a cantora colombiana Kali Uchis. A cantora que lançou no ano passado o álbum Isolation, presente em várias listas dos melhores discos de 2018, investe pesado na sua identidade latina e não possui qualquer arrependimento sobre isso.

Kali é audaciosa e se sente extremamente confortável em sua própria individualidade, lembrando que somos nós
quem vestimos a roupa, e não o contrário. Seu estilo mistura a cafajestagem infalível da moda de rua, ora com peças customizadas por ela própria, ora com peças antiquíssimas de grandes marcas como Versace. Amamos as imagens e a direção de arte do clipe “After The Storm” e “Tyrant”.

 

Clínica de reabilitação para os anos 90

videoforme.ru

Overdose por todos os lados. E dessa vez a responsável é a droga letal do guarda roupa da década de 90. Sonho meu fazer a mesma coisa que George Michael fez no clipe de “Freedom ‘90” incendiando o seu closet. Desde a estética borrada do heroína chique até os tamanhos maximizados de calças, camisetas popularizados pelo hip hop – seria a morte da calça apertadinha? – tudo o que vemos por aí grita anos 90. Gargantilha? Ela também voltou como uma dose mortal de propofol. Seringa na veia e pochete no ombro. Vivi pra ver a releitura de tal acessório. Os anos 90 se debruçaram no final dessa década saturando até os olhos mais tolerantes. Só espero que não tanto quanto a ressurreição dos anos 80. Hora da reabilitação e sobriedade de tanta nostalgia, talvez?

Depois do NÃO é NÃO mesmo. 

O assédio sexual nos bastidores de uma indústria tão pantanosa como a da moda nunca foi algo surpreendente. Rede de prostituição – se lembram do Book Rosa? – e comportamentos mais do que anti-profissionais eram constantes incêndios apagados.

Foto: Getty Images/thepool.com

Depois do golpe de misericórdia que arremessou o tapete vermelho em Hollywood, revelando toda a sujeira por debaixo deixando todos escandalizados, nada ficou tão oculto quanto gostariam. O episódio inspirou algumas vítimas da indústria da moda a denunciarem seus algozes. Detalhe que as vítimas são os modelos masculinos que
denunciaram condutas mais do que inapropriadas de fotógrafos lendários como Bruce Weber, Mario Testino e o já conhecido arroz de festa em termos de assédio, Terry Richardson. Importante notar que depois da repercussão negativa sobre os acontecimentos, a baixa no portfólios tem se tornado constantes.

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