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CRÍTICA | Atirando para todos os lados, Anitta acerta o alvo com o álbum “KISSES”

Foto: Divulgação

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CRÍTICA | Atirando para todos os lados, Anitta acerta o alvo com o álbum “KISSES”

Finalmente chegou o dia, o aguardado “KISSES” está entre nós. Com a promessa de inovação, Anitta lançou hoje seu novo disco, recheado de colaborações e versões diferentes da própria cantora. 

Vamos combinar que o buzz criado em cima de notícias factoides e do lançamento da biografia “não-autorizada” escrita por Léo Dias contribuíram MUITO para que a carioca se tornasse o assunto mais comentado das redes sociais nos últimos dias. Certíssima! A divulgação tem que ser pesada sim!

Vamos falar do álbum… A estratégia de Anitta é clara: estar presente na playlist dos mais variados estilos musicais. Inteligente e corajosa! Poucos artistas tem coragem de sair da sua zona de conforto e arriscar em estilos que desafiam não só a capacidade vocal de um cantor, mas também a essência musical que cada artista carrega consigo. Como disse, arriscado. Mas o ditado “quem não arrisca, não petisca” se encaixa aqui com perfeição.

Falando na essência, esse talvez seja o único pecado de KISSES. Nascida no funk, Anitta encontrou sua verdadeira baciada de hits no reggaeton, e a sua tentativa de rebolar a bunda em espanhol, como canta em “Atención”, produziu mais do mesmo. Fórmulas de sucesso é verdade, porém que já ouvimos antes, na própria discografia da cantora, fazem parte de quase todas as faixas. O famoso “mais do mesmo”. O que pode despertar a vontade de pular algumas delas.

Bem produzidas, Anitta assina 8 de 10 composições presentes no disco. Mas uma delas se destaca, e o potencial de carregar a divulgação álbum nas costas é imenso. “Banana”, uma parceria com Becky G traz uma Anitta irreconhecível, com vocais perfeitos, e uma pegada “k-pop latino”, que fica difícil encaixá-la em um estilo musical. A homogeneidade na música talvez seja o fato dessa Anitta amar “um deboche”, como a mesma descreveu a canção, e como sabemos o deboche é um dos traços mais fortes da personalidade da cantora. Aqui fica o que podemos apostar em smash hit global.

“Poquito” é outra faixa que flerta com o sucesso.  Claramente uma música feita para o mercado americano. A pegada R&B lembra muito a fórmula usada por nomes como Usher e Ne-Yo na década passada, e que os catapultaram para o topo das paradas. Aliada a excelente produção e a parceria de Swae Lee, um dos nomes mais ouvidos da atualidade nas plataformas digitais, fazem dela um ponto de atenção e quem sabe um hit natural a surgir nos charts.

O funk não foi esquecido, mas poderia ter sido mais explorado. Aqui ele aparece na parceria com Ludmilla e Snoop Dogg, em uma música que fala sobre “bater uma onda”. As interpretações são inúmeras, mas correlacionar a letra com as drogas não fica de fora dessa. Uma classificação para maiores de 16 anos poderia ser aplicada aqui, mas enfim, estamos falando de música.

Ela bem que avisou que KISSES teria varias Anittas, mas o que temos de verdade é uma nova temporada de vários feats. da cantora, com um repeteco de uma estratégia usada em 2017 e 2018.

O flerte com o perigo da saturação faz do álbum um produto de consumo para curiosos, que ainda não conhecem o trabalho da carioca, e para os fãs mais apaixonados. A divulgação pesadíssima em mercados pouco explorados é o que garantirá bons resultados para um disco tão bem produzido e que pelo esforço de inovar, não merece flopar.

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