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2019: O ano em que Anitta voou sem escalas!

Foto: Reprodução/ Internet

MÚSICA

2019: O ano em que Anitta voou sem escalas!

Chegamos ao fim de mais um ano, e terminar 2019 sem falar de Anitta e seus feitos é algo totalmente inconcebível. Ao contrário do que vimos em artigos tendenciosos que circularam em colunas por aí, fizemos um apurado dos feitos da carioca durante o ano, e apontamos porque este foi um dos melhores da sua carreira.

Obviamente falaremos da sua agitada vida pessoal e, talvez neste quesito tenham ocorrido suas maiores derrapadas,o que não tira o brilho que seu trabalho proporcionou de forma global.

Musical

Usando os temos dos fãs de música pop, 2019 foi, musicalmente falando, MEMORÁVEL para Anitta. Foram inúmeras parcerias, mais de uma dúzia de singles, um álbum, uma indicação ao Grammy Latino, e uma “surra” de hits que fazem dela, de longe, a maior “fábrica” musical nacional no último ano.

É verdade que nem todos os seus lançamentos obtiveram números expressivos, foram sucessos absolutos, mas à “conta-gotas”, a filha do Seu Mauro se manteve em evidência durante os últimos 12 meses. E quando digo em evidência, falo apenas sobre o seu trabalho, sem envolver as polêmicas. Mas como brasileiro tem memória curta, artigos como este se fazem necessário para ressaltar a importância que a cantora tem hoje no cenário nacional.

Passeando do funk ao sertanejo, do pop ao reggaeton, Anitta atingiu inúmeros públicos e, sua carreira que já vinha crescendo no mercado latino, se consolidou de vez. Não é errado dizer que a popularização do funk na gringa é um mérito dela.  Foi com “Vai Malandra” em 2017 que a carioca chamou a atenção do mundo pro seu rebolado e sua “música de favela”. Em 2019, com a uma segunda dose dessa água mágica, “Bola Rebola” chegou com parceria internacional, e logo veríamos, ao longo dos meses, vários funkeiros com collabs internacionais, como Kevinho e MC Zaac. Curiosamente os dois já haviam trabalhado com a voz de “Medicina”, antes de se alçarem vôos estrangeiros.

Anitta e J Balvin no clipe de “Bola Rebola” (Foto: Divulgação)

A personalidade da cantora, sempre de forma espontânea, as vezes pedante, mas sempre original, é sua grande barreira para agradar as massas em seu próprio país. A escadaria do sucesso da artista de Honório Gurgel parece ter mais degraus do que a de outros, mas a verdade é que no último ano ela pouco ligou para o que digam ou pensem sobre ela. E errada não está! Mostrou trabalho, e isso é o que importa!

Como prometido, a “Overdose de Anitta” veio em doses cavalares em 2019. Ela avisou que este seria um ano em que teríamos muitas músicas suas, e não deixou a desejar na promessa. O injustiçado “Kisses”, lançado em abril, não obteve o reconhecimento merecido. Não é um álbum nota 10, mas foi duramente atacado por ela trazer músicas ditas como “genéricas”. Mas a realidade é que um projeto audiovisual lançado em um mercado como o brasileiro, precisa de mais tempo para ser assimilado. Assim como este que vos escreve disse no dia de lançamento, repito que é um álbum fruto de muito trabalho e esforço e que não merecia o baixo desempenho nos seus primeiros dias.

Convicta das suas ideias, Anitta não desistiu do disco, e insistiu em singles como “Poquito”, com Swaee Lee, e “Get To Know Me”, parceria com Alesso. Escolhas de pouco impacto, mas que em doses homeopáticas conquistaram os fãs, e alavancaram os números gerais, aliados as explosivas e virais “Banana” com Becky G e a polêmica “Onda Diferente”, com Ludmilla e Snoop Dogg. Em pouco tempo, Anitta mostrou que acertou mais uma vez no seu planejamento musical, e “Kisses” ultrapassou 100 milhões de streams em tempo recorde para os padrões brasileiros.

A cantora ainda trabalhou com Ariana Grande na trilha sonora do filme “As Panteras” , lançou parceria com ninguém menos que Madonna e fez um show histórico no Palco Mundo no Rock in Rio. Como dizer que este foi o pior ano de sua carreira? Equivoco ou ataque gratuito?

Anitta se apresenta no Palco Mundo (Foto: Schlaepfer/ IHF)

O cala boca da cantora vem nas suas cifras, com mais de R$ 27 milhões em cachês indo pro seu bolso somados à R$ 80 milhões em publicidade no último ano. Status e rendimento de uma verdadeira popstar global. Uma imagem vale mais que mil palavras. No caso da Anitta, sua imagem de fato vale ouro.

Fora da música

Quando o assunto é vida pessoal, o furacão Anitta é categoria 5. Com troca de affairs constantes, e declarações sobe sua bissexualidade sempre em destaque na mídia, ela se tornou uma mina de ouro para tabloides que amam fofoca. Mas acabou alimentando o monstro que mais tarde passou a atacá-la.

O ditado “tudo demais é veneno” casa muito bem com o ano pessoal da artista. De Pedro Scooby a Vitão, passando por Neymar e uma de suas bailarinas, a catraca da Larissa de Macedo girou bastante nos últimos meses. Não que isso seja errado, ou que ela tenha cometido qualquer pecado mortal. Porém, uma pessoa pública sempre será alvo de comentários dos mais variados e maldosos.

Anitta e Pedro Scooby namoraram por dois meses e meio (Foto: Reprodução/ Internet)

Sem medo de parecer errada, Anitta alimentou de forma incoerente esse ciclo que se tornou seu calcanhar de Aquiles, com uma série de críticas, e pessoas a acusando de plantar notas para se manter na mídia. Algo que claramente ela não precisa, afinal seu trabalho fala por si só. Logo seu nome entrou no topo da lista de “cancelados”, um tipo de cultura que, apesar de ter nascido na era virtual, mais parece vinda de homens pré-históricos.

Esse dragão de sete cabeças acabou por ofuscar com sua chama, o brilho do que se viu, ouviu e viveu do trabalho da artista, que de longe foi um dos mais intensos em toda a história da música brasileira de todos os tempos.

A polêmica com Ludmilla, envolvendo os direitos autorais da faixa “Onda Diferente” dividiu admiradores, mas nem de perto alterou o peso que ela representa no mercado fonográfico atual. Assim como um bom ser humano, Anitta tem seus momentos de estresse, como se viu no Festival Villa Mix, quando ela soltou o verbo contra a organização do evento e a transmissão do seu show na internet. E o que dizer de seu até então fiel escudeiro Léo Dias, que romperam relações?

Anitta descobriu em 2019 um novo irmão e virou notícia. Ficou com uma garota, e virou notícia. Discutiu com jornalista e virou notícia. Saiu para curtir a noite com um amigo e virou notícia. Mas nenhum desses lugares noticiou que ela fez um show beneficente para ajudar o Masp, um dos museus mais importantes do país… Lamentável. Retrato de uma indústria que elegeu um “judas” para castigar.

Para o bem ou para o mal, Anitta se mostrou calejada de tabloides, e viu-se nela um start do “tô nem aí”. Chegando a níveis que há décadas nenhum outro artista brasileiro havia chegado, a jovem de 26 anos já fincou seu nome na história deste país, e começa a construir um legado de forma consistente, que hater algum poderá apagar.

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