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#16 | NEWARTIST | Iara Ira

Foto: Divulgação

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#16 | NEWARTIST | Iara Ira

Matéria por Rick e Rony Neres

O combo Iara Ira pode ser visto por vários ângulos. O que cabe melhor a este registro é um espetáculo musical, protagonizado por três das melhores cantoras da nova geração, que derruba as paredes da suposta divisão entre a música e o teatro e mescla tudo sob o amálgama da arte no palco. “Iara Ira” marca o início da comemoração de uma década da gravadora Joia Moderna, no projeto “Joia ao Vivo”.

As três cantoras e performers são a gaúcha Duda Brack, a potiguar Juliana Linhares e a carioca Julia Vargas. Todas na faixa entre 25 e 30 anos e com a liberdade artística para reverenciar o passado e homenagear o futuro em desconstruções musicais e, neste caso, reconstruções sonoras marcadas por fortes doses cênicas e dramáticas.

Capa do álbum ‘Iara Ira’ (Foto: Arte de Ana Bolshaw)

O trio está na cena independente carioca desde 2016, mas agora ganha projeção nacional ao transformar o espetáculo em disco.

O trabalho segue uma narrativa teatral na sequência das canções,  onde você sente como se estivesse assistindo a música, tamanha é a amplitude vocal das três para derramar emoções em timbres.

Nós tivemos a oportunidade de bater um papo com a Duda Brack, e ela deu detalhes do projeto, que vem sendo apontado como a inovação e próximo passo da música.

Duda Brack (Foto: Elisa Mendes / Divulgação)

“Iara Ira” será o primeiro projeto do “Joia ao Vivo”, que marca essa fase de comemoração dos 10 anos da gravadora Joia Moderna. Como se sentem estreando um projeto dessa amplitude?

Eu tenho um carinho muito especial pelo Zé Pedro, ele foi uma pessoa fundamental no meu caminho até aqui. Ele conheceu o projeto e nos convidou para participar dessa edição comemorativa de 10 anos da Jóia. É uma honra para nós abrir o projeto, serão vários encontros. E maravilhoso poder efetivar, concretizar o cronograma, já que antes era só o espetáculo. É um marco na nossa carreira.

Juliana Linhares (Foto: Elisa Mendes / Divulgação)

 Como é ter o auxílio e participação de nomes como Gilberto Gil, logo na faixa de abertura da tracklist, além de Caetano Veloso e Luli e Lucina?

Eu acho muito louco! Ele mistura muitas coisas diferentes. Vai do folclore a compositores contemporâneos. É um projeto bem heterogêneo. É uma responsabilidade trabalhar com artistas como Gil, Lucina.

A ideia de juntar nós três no projeto foi do Felipe Batisti. Nós já éramos muito amigas, eventualmente cantávamos uma no show da outra, mas não existia um projeto juntas. Ele deslumbrou isso, e nos convidou. em seguida chamou o Caio Ricardo para fazer a direção artística, foi ele que trouxe esse conceito de falar sobre o feminino, a ancestralidade do canto feminino dentro da cultura brasileira.

Júlia Vargas (Foto: Elisa Mendes / Divulgação)

A narrativa e interpretação do trio é super teatral. De onde vem essa inspiração artística?

O fato do disco vir de um espetáculo, traz uma camada mais dramatúrgica. Nós três somos cantoras que temos essa carga dramática, essa coletânea forte, cada uma no seu viés, no seu caminho. Isso tudo acaba refletindo no disco, não que tenha sido uma ideia de trazer uma parada cênica para o disco, mas acabou sendo uma coisa natural.

Escute:

 

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